Inovações podem ser classificadas de acordo com o grau de impacto. Esse entendimento ajuda equipes e empresas a equilibrar esforços entre melhorias graduais e grandes saltos de transformação.
Inovação incremental
São melhorias contínuas em soluções já existentes. Em competições, pode ser reduzir o atrito de um mecanismo, reorganizar cabos para maior confiabilidade ou ajustar um algoritmo para ganhar 5% mais eficiência. Empresas como a Toyota utilizam o conceito de Kaizen (melhoria contínua) para garantir excelência.
Inovação radical ou disruptiva
São mudanças profundas que redefinem setores. Exemplo: a Netflix abandonou DVDs por correio e passou a oferecer streaming. Em equipes, pode ser trocar completamente um sistema de locomoção por um princípio físico diferente, ou adotar inteligência artificial para tomada de decisão em campo.
O equilíbrio necessário
Equipes precisam de ambos os tipos. Sem incrementais, o robô ou processo não evolui de forma consistente. Sem radicais, a equipe corre o risco de estagnar e perder espaço para quem arrisca. O segredo é usar incrementais para avançar a cada semana e estar atento a oportunidades de saltos disruptivos quando aparecerem.
Esse equilíbrio é também o que garante competitividade no mercado. Empresas que só apostam em incrementais podem ser superadas por disrupções externas, enquanto aquelas que só apostam em disrupções correm riscos altos de fracasso.